ACM Neto vira alvo de deboche após vídeo e tem ligação com Banco Master reacendida em meio a críticas

Política & Poder

O novo vídeo do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, publicado nesta sexta-feira (24), acabou tendo um efeito contrário ao esperado: virou combustível para críticas, memes e uma enxurrada de ironias nas redes sociais.

A peça, associada ao publicitário João Santana, tenta reforçar uma imagem de simplicidade e proximidade com o povo. Mas a reação digital escancarou um contraste que já vinha sendo comentado: a distância entre o discurso e a percepção pública.

E esse debate ganhou ainda mais força após a repercussão do caso envolvendo o Banco Master.

Relatórios financeiros apontam que uma empresa ligada a ACM Neto recebeu cerca de R$ 3,6 milhões da instituição e da gestora Reag Investimentos, informação que foi confirmada pelo próprio político, que afirma se tratar de serviços de consultoria realizados após deixar cargos públicos .

Os dados constam em registros do Coaf e indicam repasses realizados entre 2023 e 2024, incluindo transferências diretas que, segundo os documentos, somam milhões em movimentações .

A revelação colocou ainda mais pressão sobre a construção da imagem pública do ex-prefeito. Para críticos, não se trata apenas de um vídeo ou de uma estratégia de marketing, mas de um conjunto de episódios que reforçam a percepção de um estilo de vida distante da realidade da maioria da população.

Viagens em aeronaves privadas, articulações políticas de alto nível e agora a confirmação de recebimentos milionários entram no pacote de questionamentos que dominam as redes.

A resposta em forma de sátira, usando humor e deboche, apenas amplificou o incômodo: até que ponto é possível sustentar um discurso de simplicidade diante de uma trajetória marcada por relações financeiras robustas e bastidores de alto padrão?

Enquanto aliados defendem que tudo está dentro da legalidade e faz parte da atuação profissional fora da política, opositores enxergam mais um elemento que fragiliza a narrativa construída.

No fim, o episódio mostra que, na era das redes sociais, não basta construir uma imagem — ela precisa resistir ao confronto com os fatos e, principalmente, com aquilo que o público acredita ver.

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