Igreja Batista Getsêmane celebra 56 anos transformando fé em discípulos e gerações

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A Igreja Batista Getsêmane celebrou 56 anos de história com uma programação distribuída entre o sábado à noite e o domingo, em dois encontros, manhã e noite. Sob o tema “56 anos multiplicando discípulos”, a comemoração reuniu um público expressivo e evidenciou, na prática, a continuidade de um trabalho construído ao longo de gerações.

Durante os três momentos, a condução musical ficou por conta do cantor Helton Dutra, que esteve presente em toda a programação. Os louvores também contaram com a participação ativa dos fiéis e do ministério local, formando um ambiente onde a música não se limitava à apresentação, mas funcionava como expressão coletiva. Em diferentes instantes, a participação da igreja era perceptível não apenas no canto, mas na intensidade com que cada pessoa se envolvia.

A celebração contou ainda com a presença de pastores da região, reforçando o caráter de comunhão entre igrejas. As apresentações de coreografia realizadas pela MCM trouxeram elementos visuais à programação, ampliando a forma de expressão da mensagem e contribuindo para a dinâmica dos encontros.

Responsável pela ministração da palavra nos três dias, o pastor Wodson Araújo, da PIB de Ibicuí, conduziu reflexões centradas no tema da multiplicação de discípulos. As mensagens partiram do princípio bíblico: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações…”, enfatizando não apenas o envio, mas a responsabilidade contínua de ensinar, acompanhar e formar vidas. Em sua abordagem, a ideia de discipulado foi tratada como um processo que exige constância, presença e intencionalidade, algo que não se limita a eventos, mas se estabelece no cotidiano. Quando bem comunicada, a mensagem ultrapassa o momento da pregação e se torna prática, gerando movimento, despertando consciência e, sobretudo, provocando transformação real nas pessoas.

Um dos aspectos mais marcantes da celebração foi a presença de famílias inteiras que fazem parte da trajetória da igreja. Histórias que atravessam gerações estiveram representadas ali, filhos, netos e até bisnetos de membros que iniciaram sua caminhada na comunidade e permanecem até hoje. Esse cenário reforçou a dimensão do tempo como elemento vivo dentro da igreja, onde passado e presente coexistem de forma concreta.

Ao longo da programação, também houve momentos dedicados ao reconhecimento de líderes e de todos aqueles que contribuem para o funcionamento da igreja. Foram lembradas pessoas que, de diferentes formas, ajudaram a sustentar e desenvolver o trabalho ao longo dos anos.

O pastor, Cezar Farias, destacou a importância coletiva da celebração. Em sua fala, agradeceu a todos os envolvidos na obra, desde aqueles que atuam diretamente até os que contribuem de maneira silenciosa. Ressaltou que cada detalhe do que foi vivido durante os três dias é resultado de um esforço conjunto, construído com dedicação, fé e compromisso. Ele também reforçou que a continuidade desse trabalho depende da disposição de cada membro em permanecer servindo e multiplicando aquilo que tem sido aprendido.

Ao final, a sensação predominante entre os presentes não era apenas de encerramento, mas de continuidade. Os três dias não se resumiram a uma comemoração de aniversário, mas se consolidaram como um ponto de reafirmação do propósito da igreja. Houve momentos de intensidade emocional, de silêncio atento, de celebração coletiva e de reencontros, elementos que, juntos, construíram uma experiência difícil de traduzir em uma única definição, mas facilmente reconhecida por quem esteve presente.

Por Isaac Braaz, Servindo através da comunicação

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